BRIGADAS DE INCÊNDIOS PARA HOSPITAIS

A Brigada de Incêndio é basicamente um grupo organizado de pessoas (VOLUNTÁRIA) que são especialmente capacitadas para que possam atuar numa área previamente estabelecida, na prevenção, abandono e combate a um princípio de incêndio, e que também estejam aptas a prestar os primeiros socorros a possíveis vítimas.

 O brigadista e suas funções

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Os brigadistas devem ser pessoas da própria empresa, gozar de boa saúde, boa condição física e conhecer as instalações. Deve ser treinado para ser capaz de identificar situações de emergência, acionar alarme e corpo de bombeiros, cortar energia quando necessário, realizar primeiros socorros, controlar pânico, guiar a saída das pessoas para abandono da área, combater princípios de incêndio.

 O treinamento é requisito indispensável para que seja aprovados autos de vistoria do Corpo de Bombeiros e para que o Seguro de Incêndio seja aprovado e deve ter periodicidade anual. Além de que os valores do Seguro ficam bem mais agradáveis para as empresas que estivem em dias com seus sistemas de Brigada de Incêndio em dias, assim como todos os projetos atualizados.

Uma das irregularidades frequentes encontradas nas dependências das empresas com relação à prevenção contra incêndios diz respeito às saídas de emergências. A lei diz:

Nenhuma porta de entrada, ou saída, ou de emergência de um estabelecimento ou local de trabalho, deverá ser fechada a chave, aferrolhada ou presa durante as horas de trabalho.

Durante as horas de trabalho, poderão ser fechadas com dispositivos de segurança, que permitam a qualquer pessoa abri-las facilmente […] NR 23.3.6.

 A NR 23 orienta também sobre a proteção contra incêndios e diz que todas as empresas deverão possuir:

  • Proteção contra incêndio;
  • Saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço, em caso de incêndio;
  • Equipamento suficiente para combater o fogo em seu início;
  • Pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos.

“Considero muito importante a criação deste grupo em todas as empresas, em casos de estabelecimentos de saúde, a responsabilidade é ainda maior, visto que as pessoas que precisam ser retiradas do ambiente na eventual ocorrência de fogo, estão em situação atípica, acamados, debilitados, colaborando para aumentar a dificuldade de evacuação do recinto. Por isso, o treinamento deve ser mais direcionado e reforçado”. Comentou o Instrutor em Brigada de Incêndio Rodrigo Santana, Cmt. do Grupamento Tático Resgate.

Na maioria dos hospitais do Brasil, em torno de 85%, pesquisa realizada pela RS CONSULTORIA E TREINAMENTOS, elaborados em 17 Estados:

Amazonas, Acre, Amapá, Alagoas, Bahia, Ceara, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo, Sergipe, Paraná e Rio grande do Sul, foi constatado que mesmo em hospitais públicos como nos privados, o numero surpreendente, pois mais de 85% hospitais não tem Brigada de Incêndio ativa, apenas colocadas no papel. Para complicar ainda a situação, foi verificada a falta de capacitação do SESMT destas instituições. O SESMT – SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO contidos dentro das NRs e NR 7 por si só já define esses perfil de profissional, contudo a falta de conhecimento e atualização dos Engenheiro, Médicos, Enfermeiros, Técnicos em enfermagem e Técnico em Segurança do Trabalho é de assustar qualquer um profissional.

O nível de conhecimento desses profissionais quando estão trabalhando em áreas hospitalares, a cada ano que passa vai diminuindo, restando apenas o certificado de conclusão de curso das aeras em questão. Contudo, entendemos que as empresas (hospitais em questão) podem mudar essa história, encaminhado esses profissionais para atualizações ou ate mesmo proporcionando eventos para esses profissionais em seu ambiente de trabalho.

Na pesquisa realizada, foi constatado que:

v  Os profissionais tinham em média 8 meses de uma atualização para outra;

v  Os profissionais da área de saúde não costumavam investir em cursos e nem em treinamentos;

v  Não verificavam atualizações de NBR e nem NR.

E verificando esse contexto, todos os estados pesquisados, esses profissionais atuantes não abriam as portas para pessoas mais qualificadas com medo de perder sua vaga de trabalho.

Lembramos que estamos falando de Unidades Hospitalares que comportam todos os riscos de uma planta.

Nos hospitais que continham brigadas de incêndio, em 10% estavam fora das atualizações, ou seja, não tinham treinamentos e nem o DDS de segurança. As reciclagens eram anuais, mas ainda em cima da ABNT NBR 14276/1999 que já foi atualizada no ano de 2006 que em conformidade com as novas regras, que atualizaram os treinamentos em 8 horas – básico, 56 horas – intermediário e 63 horas – avançado.

Em 5% das unidades de saúde pesquisadas, foi encontrada uma realidade bizarra! As Empresas (hospitais) não sabiam que tinham que ter esse instrumento como esse de prevenção.

– Lembramos aos senhores leitores que em todas essas instituições foram encontrado o SESMET e CIPA formadas!

As normas determinam que as empresas devem ter planos contra incêndios, saídas de emergência, extintores e outros equipamentos de proteção, mas de nada adiantará este aparato, se a empresa não contar com pessoas capacitadas e prontas para guiar os colegas de trabalho para as saídas, saber lidar com os extintores, qual deles usar para cada caso de incêndio, sendo assim é extremamente importante que se crie a brigada de incêndio em todas as empresas e que sejam devidamente treinadas. Só assim poderá contar com pessoas preparadas e aptas a agir em caso de inícios de incêndios.

 Em todos os estabelecimentos ou locais de trabalho só devem ser utilizados extintores de incêndio que obedeçam às normas brasileiras ou regulamentos técnicos do INMETRO […]

Todos os anos os hospitais tem por obrigação realizarem treinamentos para formação e atualização de funcionários que já estão dentro do programa de prevenção e para os novos membros que irão compor esse quadro.

 DICAS

  • Sempre que você Gerente precisar atualizar sua empresa nas áreas de urgência e emergência, indicamos que se procure uma empresa que tenha profissionais atualizados. Sempre entre em contato solicitando primeiro uma visita com o consultor e vejam se esses profissionais têm conhecimentos.
  • Nunca façam essa entrevista sem a presença de um Técnico de Segurança no Trabalho ou outro profissional da empresa que tenham o conhecimento da NBR 14276:2006.
  • Elaborem no mínimo 10 perguntas sobre a formação, atualização e desenvolvimento de uma brigada de incêndio.
  • Marque uma vista técnica com esses consultores na planta a onde será formada a brigada de incêndio.

Todas as medidas tomadas para proteção contra incêndios no ambiente de trabalho são importantes e devem ser implementadas para que se por acaso acontecer o sinistro, os resultados sejam amenizados pelas ações que foram tomadas preventivamente.

 

Rodrigo Santana
Especialista em Segurança Contra Incêndio e Pânico
Presidente do Grupamento Tático Resgate no Brasil
contato.rs@live.com
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